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Ninguém quer ouvir a voz de quem faz o som: Livro

Uma história cheia de momentos alegres e desafiadores, experiencias do mercado de trabalho da música, do audiovisual, dos bastidores das grandes produções da TV, por caminhos bem distintos a baterista e escritora Giovana Guimarães percorreu desde 1993. Em 2020 durante a pandemia começou a escrever sobre essa jornada de jobs e experiencias vividas. O livro começou a existir e no inicio pretendia ser um manual de sobrevivência para toda mulher que decidisse atuar numa profissão (dominada por homens) ou numa função ou cargo onde só existiam homens atuando até sua chegada. Pois foi esse o desafio quando Giovana, ou melhor Gika. decidiu em 1993 ser baterista de rock em uma banda formada por ela e suas colegas de escola. Era na época a primeira banda formada só por meninas na cidade de Porto Alegre. Outras meninas tocavam instrumentos também mas sempre estavam em bandas lideradas por meninos, ou bandas mistas. Alguns anos mais tarde Gika decide entrar no mundo das produções cinematográficas pensando em produzir trilhas para filmes. Porém em 1999 não existia em sua cidade cursos específicos para quem pretendia fazer cinema, então em 2000 Gika entra no curso de Comunicação Social - Jornalismo da PUCRS. A partir de 2004 começa a fazer estágio em TV para entender como eram as produções nessa época. Depois se tornou colunista de uma revista onde escrevia sobre os shows Nacionais que vinham a Porto Alegre e teve a oportunidade de entrevistar e conhecer pessoalmente artistas como Gal Costa, Jorge Ben Jor, Ed Motta, Fernanda Abreu, Antônio Villeroy, entre outros grandes nomes da MPB. No mundo do rock: as banda Titãs e Kid Abelha também ja estiveram na mira das entrevistas da jornalista. Depois da Revista Versatille, onde tinha a sua coluna Ensaio Aberto, Giovana Guimarães decidiu investir a fundo na área do audio profissional, começando pela captação de som direto. Outra atividade que na época, em Porto Alegre só era exercida por homens. E foi assim que em 2007 surgiu a produtora Pretinha Sonora Produções. Na época o foco era dar um apoio na carreira de artistas e profissionais mulheres na música e no som dos audiovisuais. E foi assim que em 2009 Giovana deixou de lado um pouco sua função de jornalista para mergulhar de cabeça no mundo do audiovisual e na captação de som direto para TV, cinema e publicidade. Atuando como técnica de som direto, desde 2008,exerceu essa atividade até 2020 sem parar. Começou fazendo "making off" (vídeos contando os bastidores e o processo de produção dos curtas e longas metragens gaúchos), logo depois investiu no som direto mesmo, comprando nos EUA um equipamento profissional para captar melhor o som. E foi assim que começou a fazer som direto e só parou por culpa da pandemia! Quando todos desse mercado tiveram que ficar em casa e se reinventar, Giovana Guimarães decidiu começar a escrever sobre esse mercado complicado e machista, principalmente no sul do Brasil. E é isso que vocês poderão ler nesse livro, histórias nunca antes reveladas de suas experiencias como baterista, locutora, jornalista, editora, roteirista, microfonista e técnica de som direto.
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
Porto Alegre
2020 - 2026
Julho de 2026
Jornalista
Escritora e roteirista
Livro
Livro técnico e biografia
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